sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Contando os dias

Eu menti para você: eu me importo com algumas datas comemorativas. Não todas, algumas. Apenas aquelas que afetam meu calendário pessoal, que nada tem a ver com o tradicional, que você provavelmente tem no seu escritório. Esse daí, confesso, nem uso. Meu calendário pessoal só tem um ou outro momentinho anotado, não tem todos os dias. Eu, inclusive, nem acho que as pessoas vivem todos os dias. Muitos dias elas não vivem, mas são impostas a transitarem por aí como se estivessem vivendo. Pura injustiça da vida. Enfim, eu me importo com algumas datas. Importo-me que ontem a gente fez dois meses, assim como me importo que faz dois meses que tento descobrir de você. Lembro a data que nos conhecemos, a data que você me pediu em namoro e o dia que falou baixinho no meu ouvido que me adora. Eu sempre lembro essas datas - não o dia exatamente -mas o momento. Para ser sincera até anoto. Vou guardando tudinho num livrinho chamado vida, que adoraria compartilhar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Isso é segredo

De vez em quando você me liga, e isso mexe comigo. Eu fico toda meio boba, e com uma voz infantil. Fico imaginando todas as trivialidades que tenho pra te contar e todos os sonhos que tenho pra compartir. Fico até pensando que se você me ligasse mais, eu ia acabar viciando em você.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Alma de menina

Tenho medo de envelhecer. Não tenho medo de ficar mais velha, por que isso é inevitável. Tenho medo de envelhecer, que isso vem de dentro. Medo de parar de olhar o mundo como um universo de descobertas prazerosas e de acreditar que ele pode, sim, ser cor de rosa. Tenho medo de parar de acreditar no amor e parar de sentir vontade de dançar ao som de qualquer nota. Como tenho coração de menina, normalmente esse meu medo fica apagadinho. Nos dias em que a angústia vem muito forte, no entanto, fico com medo de envelhecer. Angústia é sentimento de adulto.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A força de 2011

O reveillon nada mais foi do que um vômito de muita coisa entalada. Minha vida começa agora.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Como sempre estamos mudando

Segunda-feira foi dia de pausa. Pausa no stress do caótico 2011, pausa na agenda lotada, pausa nas festas da firma e pausa nos amigos secretos inconvenientes. Foi dia de pausar o mundo um pouquinho, pra que a gente pudesse se encontrar. Eu fui a primeira a chegar, como sempre, dona minhoca a última, como sempre, e chelen a com o copo mais cheio, como sempre. Mas dessas coisas que acontecem como sempre, algumas delas não se repetiram este ano. Já não somos mais as dez meninas idênticas da faculdade, assim como já não temos mais os mesmos sonhos. As conversas foram mais longas e os balanços, muito mais intensos e transformadores.
Até as decisões agora parecem ter outro peso e outra medida. As nossas pausas, eu tinha esquecido, nos fazem esquecer o mundo lá fora, para que a gente possa viver nosso mundinho de risadas.
O encontro de ontem mais uma vez me mostrou que dessa vida o que a gente tem que levar é o amor. E o que não falta nas nossos encontrinhos é, sem dúvida, muito amor.
Obrigado meninas.
E para consolá-las, algumas coisas continuam sim totalmente iguais. Eu e a déia comemos desenfreadamente como sempre, a rach arranjou uma gíria bizarra e contagiou todo mundo, a vê ofereceu a casa (mas quando a gente começou a quebrar tudo ela com certeza se arrependeu) e a carol tinha alguma coisa muito secreta escondida no celular, como sempre.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

As coisas não ditas andam a me corroer por dentro e hoje, ao levantar, estava sem voz. O homem paga com o corpo seus pecados.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Parabéns a você

Sempre fui uma menina muito ingênua, mas cheia de sonhos grandes. Eu achava ser capaz de transformar o mundo num lugar mais justo.
Achava que os pequenos projetos sociais que me faziam acordar as 5 da manhã no final de semana eram importantes e que se emocionar com o trabalho de ongs era inevitável. Acreditava que as pessoas poderiam ser bem sucedidas trabalhando com o terceiro setor e eu achava também que o ser humano poderia trabalhar com o que ama e ser feliz todos os dias.
Mas tudo isso eram apenas sonhos de uma menina ingênua. Até o dia em que cruzou ao meu caminho uma dessas pessoas que conseguem enxergar em pequenas sementinhas a possibilidade de belas flores e, graças a ela, fiz dos meus sonhos uma bandeira.
Feliz aniversário chefinha. E obrigada por me mostrar esse universo socialmente responsável.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Estar apaixonado é como descobrir uma passagem secreta para um pequenino universo paralelo, onde toda a conexão com o planeta terra fica desnecessária.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pra você eu digo sim

Pela manhã entrei no quarto de vocês e encontrei um pequeno recadinho de amor. Um desenho qualquer feito com caneta BIC, e um discreto ‘sabiaqueeuteamo?’. Mais um dos tantos que flagro ao longo da minha vida, de um pai apaixonado que descobre todos os dias que fez a escolha certa.

Amor meu grande amor, não chegue na hora marcada

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ao som de Luis Melodia

Desculpe se sonho meio alto, já entendi que sou assim mesmo. Agora que te conheci fico imaginando um milhão de coisinhas pequenas que vão acontecer e penso nas grandes também. Penso que adoro seu jeito de falar e que um dia você vai aparecer de surpresa. Penso que talvez eu tenha conhecido a pessoa que esperava e penso que você também gosta de música brasileira. Fico sonhando alto, criando uma história paralela a que realmente existe, como sempre, com um milhão de detalhezinhos divertidos e românticos.Dessa vez, no entanto, não tenho medo. Sei que você, onde quer que esteja, está também criando uma história linda para nós, que vou adorar escutar.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Entre uma taça e outra

Você falou para um namorado seu que eu era a melhor motorista que conhecia – quando eu ainda nem dirigia - e contou para as suas amigas que não tinha erro, podiam confiar, eu sabia das boas festas (quando eu mal sei que dia é hoje). Teve uma vez que você riu porque eu estava usando meias de rena natalina num restaurante chique, e tiveram muitas outras que você me acompanhou quando o restaurante não era tão chique – e nem tão divertido. Você me acompanhou também quando eu saí com um menino pelo qual me apaixonara e me acompanhou quando quem se apaixonaram foram eles. Teve uma sexta-feira que você me mandou um presentinho no trabalho, sendo que ninguém por lá tinha me visto chorar. E uma segunda-feira você disse que ia entrar no meu quarto e dar um soprinho mágico que me traria boas energias, e trouxe.
Quando me questiono a razão pelo qual voltei pro Brasil, me veem na cabeça essas coisinhas de irmã que você faz, e logo penso que foi por nada menos que isso: um punhado de lembranças que construímos juntas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Post it de cabeçeira

Por delicadeza, perdi minha vida.

Vontade de chorar

Inesperadamente, hoje eu chorei. Não foi de arrependimento, nem tampouco de medo ou saudade. Não sei nem dizer se foi de tristeza. Foi de adeus talvez. Um desses tchaus que você dá a um outro alguém, mas que sabe que no fundo é muito mais para si mesmo. Me despedi de uma parte de mim que precisava ir embora.