quinta-feira, 7 de abril de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

A arte de sonhar

Descobri que posso passar horas e horas especulando sobre os devaneios das outras pessoas. Posso passar dias inteiros vivendo de possibilidades e criações, no meu eterno mundo paralelo.
Às vezes até me pergunto o quanto o ser humano divaga sobre o comportamento alheio. Mais que isso, às vezes me perco pensando o quanto será que as pessoas vivem nesse planeta e o quanto vivem de suas imaginações.
Não sou boa de astrologia, física quântica ou neurologia, mas temo ter desenvolvido uma admirável capacidade de habitar outro nível galáctico mais tempo do que passeio por este que chamamos de Terra.

quinta-feira, 24 de março de 2011

em que estaríamos pensando, não fossem as frivolidades

sexta-feira, 18 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

Você nasce sem pedir e morre sem querer, aproveite o intervalo

terça-feira, 1 de março de 2011


Sete pecados capitais

Talvez eu seja apenas e nada mais que uma pecadora.
Peco por não me apegar a nomes e esquecer os números.
Peco por estar corpo presente e mente ausente,
Peco por insistir em entender o interior, enquanto o mundo vive o exterior,
Peco por acreditar que tristeza e melancolia fazem o homem mais completo,
Peco por sonhar acordada enquanto o mundo mal dorme,
Peco por dormir sábado a noite enquanto o certo é curtir a juventude e peco por ser 100% cafona, enquanto o mundo é muito, muito fashion.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar pro sertão, pois vejo vir vindo no vento cheiro de nova estação

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu espero

Sei dizer a primeira vez que te vi.
O exato segundo em que meu universo parou de contar o tempo um pouquinho.
Sei dizer que você não me viu e que até hoje acho que continuo invisível.
Mas não pra mim.
É como se existisse todo um mundo que criei e que aguarda o momento de tê-lo como meu único habitante.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Composição

Acho que fiquei te devendo umas palavras, eu sei. Elas circulam dentro de mim, passeiam por toda a parte, às vezes dão até umas escapadinhas e às vezes elas se trombam umas com as outras.
Não sei exatamente porque, mas neste momento, por mais que eu tente, essas palavras não fazem nenhum sentido juntas.
As palavras tem dessas coisas.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

É para a Lela

Sempre que me perguntarem, vou falar a mesma coisa:
vou falar do seu bom humor e da sua risada estridente,
vou falar que você acolhe a todos e vou falar que você ganhou de mais simpática da escola.
Vou ter que falar que você nasceu com Yemanjá e vou até sorrir, lembrando uma besteira ou outra que você contou.
Sempre que me perguntarem vou contar que pra mim você é luz,
e que morro de orgulho.
Feliz aniversário minha amiga.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

"como é que dá pra entender, a gente mal nasce e já começa a morrer"

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ciclos metereológicos

Eu sempre acho o ar da minha casa abafado, até no inverno. É como se a densidade do ar fosse relativamente proporcional ao número de anos que você nela habita.
Vida inteira, ar denso.
Os sons do condomínio me trazem lembranças do tempo que eu andava descalça e brincava de pijama na rua.
Mesmo no meu quarto o ar é concentrado.
Ele parece carregar segredos demais, lágrimas e amores rabiscados em anos de diários.
Isso não vai mudar com o tempo e isso não acontece com todo mundo.
Não.
Porque poucos observam a densidade do ar.
Vez ou outra escuto gente que quer sair de casa e coloca a culpa na família.
Mal sabem eles que o que procuram mesmo são novos ares, que ainda tenham muito espaço para povoar de novas histórias.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Se eles tem três carros, eu posso voar

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para passar o tempo

Um ato que me angustia é assistir televisão. Mesmo que a pessoa que a assista não seja eu, me aflige.
Ela me remete ao ato de esperar, que me remete ao porque de existirmos, que me remete a uma coleção de questionamentos existenciais inconclusos.
Sinto que as pessoas que assistem televisão estão, no fundo, nada mais do que esperando. Esperando que aquele minuto, tarde, dia, passem.
Faz algum sentido esperar que a vida passe?
Eu também espero às vezes.
Olho para o nada, leio um livro.
Não entendo o porque da espera, assim como não saberia dizer o porque de existirmos, aguentarmos trânsito ou construirmos carreira. Todos esses questionamentos me deixam confusa, mas numa coisa sou bem resolvida: não assisto TV, ela me angustia.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Água de benzer, água de banhar, água de tomar

Todo janeiro São Pedro derrama incessantemente suas lágrimas sobre a terra do carnanval. É a sua forma romântica de benzer o país. Perdoar o passado, lavar corações e regar a terra. Que venham suas águas e que a tempestade traga depois o arco-íris.

2011!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Amor zepellin

Não mais viver de amores construídos, desenvolvidos ou adaptados e sim do amor verdadeiro que nasce de quase nada e desabrocha com ternura. Amor arrasta quarteirão, com direito a recadinho cor-de-rosa e desequilíbrio emocional. Amor com cara de crescimento. Brilhante, latejante. Para 2011, que se descubra uma coisa qualquer dentro do peito.